Ainda há tempo
- 23 de abr.
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Sabe quando o vento passa pelo nosso rosto de uma forma suave? Sentimos como se o vento levemente nos beijasse, e o cabelo, de uma forma gentil, tocasse a pele. O arrepio vem de repente, suavemente, quase como uma confirmação de que estamos vivos, e, nesse instante, sentimos que existimos, que estamos aqui.
Mas por que muitas vezes deixamos esses momentos passarem despercebidos? Presos a uma rotina doentia, que nos afoga silenciosamente, nos esquecemos de quem somos, de onde saímos, esquecemos de viver, de nos sentirmos vivos, deixamos de fazer coisas que nos faziam felizes, como um banho de chuva, as risadas repentinas, os encontros de uma quarta-feira à tarde, de dançar uma música que toca no fundo de uma loja qualquer, de apreciar um sorriso.
Nos esquecemos de olhar para o lado, de olhar através da janela, e não nos damos conta de que o tempo continua passando, e quando menos percebemos o tempo já passou, e, ao redor do instante, do hoje, o mundo insiste em acontecer, bem diante dos nossos olhos.
Cada instante que passa e não é vivido com intensidade é como uma memória que desaparecerá com o vento. Nos reencontrarmos nesse tempo, nessa memória, é uma das coisas mais valiosas e importantes que você irá fazer por você mesmo, se sentir vivo.
Quando isso acontece, algo desperta dentro de nós. O corpo percebe, a mente silencia por um instante e o coração reconhece o agora, que a presença nos atravessa e nos lembra que viver não é apenas existir, mas estar inteiro no momento.
Ainda há tempo de se reencontrar nesse tempo, de se reencontrar consigo mesmo, porque o tempo é hoje, é o agora. Muitas vezes nos perdemos no meio do caminho, sonhos que morreram, ideias que ficaram para outro momento, histórias que não deram tempo de serem contadas, mas temos a força de nos reencontrarmos e fazermos desse tempo o melhor tempo de todos os tempos.
Mesmo machucados, magoados, escolhemos nos reencontrar. Temos o poder de nos reconstruir, de juntar nossos cacos quebrados um por um e permitir que alguém, com muito cuidado, nos ajude nesse processo, nos ajude a ver o mundo de outra forma.
Viver o momento, entrelaçar histórias e conhecer pessoas é o laço mais forte que criamos. E fica para sempre na memória.
O momento precisa ser vivido. Longe das redes sociais. Apenas vivido.

Bruna Tavares
Marketing | Hogar Empreendimentos Imobiliários






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