Quem disse que precisa ser mais?
- 8 de abr.
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Atualizado: 23 de abr.
Nem o mundo dos negócios está a salvo das comparações, elas acontecem o tempo todo. Quem cresce mais rápido? Quem tem a marca mais lembrada? Quem entrega mais resultados? E por que ainda não chegamos lá?
À frente de uma empresa, é quase inevitável olhar para o lado. Comparar. E, às vezes, se cobrar além da conta.
Existe, claro, uma comparação boa, aquela que inspira, que mostra caminhos possíveis. Mas existe outra, mais sutil, que vai corroendo o ânimo. É quando esquecemos que cada empresa tem sua história, seu tamanho, suas circunstâncias.
Já me vi pensando que poderíamos estar mais adiante. Que talvez devêssemos ser maiores, mais rápidos, mais visíveis. Mas, quando respiro e olho com calma, percebo que o que construímos até aqui veio de escolhas conscientes, algumas acertadas, outras difíceis, todas coerentes com o que acreditamos.
E ser consciente sobre isso não é fácil. No mundo de hoje, em que tudo é comparável, é uma escolha diária. Uma luta constante entre a vontade de crescer mais rápido e a necessidade de respeitar o tempo natural das coisas. Às vezes, essa cobrança vem disfarçada de ambição; outras, de ansiedade.
As redes sociais intensificam tudo isso. Elas colocam pessoas e empresas numa vitrine permanente, onde tudo parece estar sempre dando certo. É um palco constante de conquistas, lançamentos, sorrisos e resultados, e é fácil esquecer que, por trás de cada post, há uma história bem mais complexa. Essa exposição cria uma pressão silenciosa para estar sempre performando, sempre bem, sempre em alta.
Por isso, escolher um olhar mais gentil sobre si mesmo e sobre o próprio negócio virou um ato consciente. Uma decisão que precisa ser renovada todos os dias.
Às vezes, o suficiente já é muito. Às vezes, o passo mais importante não é o próximo, e sim parar um instante. Respirar. E agradecer pelo caminho percorrido.
Cada empresa tem seu tempo. Cada pessoa, o seu também. E a comparação só vale a pena quando nos ajuda a enxergar melhor, não quando nos faz duvidar do que já somos.
Talvez a pergunta certa não seja “por que ainda não chegamos lá?”, mas “onde realmente queremos chegar?”. Porque o sucesso, na vida e no trabalho, nem sempre está em ser mais. Às vezes, está em estar bem.

Bruno Steinbach
Diretor Financeiro | Hogar Empreendimentos
Texto publicado no jornal Sou Pedra Branca, como parte do olhar da Hogar sobre viver, trabalhar e construir com mais cuidado.






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